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Nós fomos à Lua?

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Meus interesses são tão voláteis quanto meu humor. Em 2015, quando eu estava lendo Sobre a certeza, de Wittgenstein, andei fascinado pela ideia de sistemas de referências, os sistemas pragmático-normativos que enformam nossa visão de mundo. E então escrevi um artigo, num espanhol ainda mais precário do que tenho hoje, chamado ¿Hemos ido a la Luna? O artigo não era a defesa de teses...

Servir e ser servido

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Jean-Baptiste Debret, Um jantar brasileiro A sociedade brasileira é profunda e violentamente desigual. Contudo, tanto ricos quanto pobres participam dos jogos simbólicos de ostentação e status. Pode parecer surpreendente que os pobres também se envolvam nesses jogos que ratificam valores e medidas que os subestimam, mas é difícil escapar a esse destino. Nos EUA, onde a cultura africana foi...

Ferocidade e transe

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Sinto que há em mim um suprimento inesgotável de raiva, uma raiva que parece ainda maior que o meu medo. Talvez seja o efeito de uma certa covardia, mas eu sempre pensei que não devia deixar minha raiva se manifestar irrestritamente. Eu tinha que controlá-la, mesmo que ela insistisse em aparecer nas situações mais triviais. É claro que a raiva se manifesta de forma mais contundente em situações...

A graça do Gorila

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Um gorila se equilibrando sobre uma corda A imagem de um Gorila não me vem à cabeça se eu penso a ideia de graça, mas pode ser que eu seja uma exceção. O que me ocorre são expressões culturais de graça, como uma dançarina, uma bailarina. Não que alguém pense muito em graça, mas pra mim a imagem de uma dançarina seria uma boa representação se eu quisesse ilustrar essa ideia. E, no entanto, o...

Autodestruição

A

Faz um par de anos uma amiga me disse, enquanto bebíamos cerveja num bar, que sua relação com a bebida era a expressão de um desejo de autodestruição. Ela me disse isso com muita naturalidade e, embora a ideia fizesse sentido, aquilo ficou na minha cabeça como algo forte e incomum. Quando certas coisas são ditas, por mais que ao considerá-las nos pareçam óbvias, algo indeterminado desperta em nós...

A amplitude do espectro

A

O sem sentido do sofrimento é uma das coisas mais difíceis de se aceitar na vida. Por isso é quase inevitável buscar algo que dê sentido à infelicidade e às dificuldades que experimentamos, algo que pareça justificá-las (esse era o lugar da religião pra Nietzsche). Embora essa busca seja quase inevitável, ela soa como trapaça, subterfúgio, artifício e engodo fabricados para que evitemos enfrentar...

Sinais

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Nem todo tema pode ser abordado em filosofia. A filosofia é coisa muito séria para se ocupar com devaneios e quimeras, é muito adulta. A literatura não sofre desses problemas, daí sua superioridade. Absolutamente tudo pode aparecer na literatura de Haruki Murakami, por exemplo. Não há tabus. Sinais é um desses temas sobre os quais eu mesmo hesito em escrever, embora não possa evitar. Tenho mais...

O algoritmo não se complexifica

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Os algoritmos de Machine e Deep Learning aprendem a adaptar suas respostas e sempre criam respostas ajustadas aos seus novos desafios preditivos, mas não podem se complexificar. Ou seja, embora os modelos que os abrigam sejam em si mesmos complexos, eles estão fadados a permanecer no mesmo nível de complexidade. A complexificação do algoritmo — mesmo numa rede neuronal — depende de algum...

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A categoria Preferidos é especial, porque reúne os textos que eu mais gosto. É uma boa amostra! As outras categorias são mais especializadas e diversas.

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