Michel Serres, numa formulação que me agrada, refletindo sobre a ciência e seus usos: Em Robin Clarke, como em muitos outros, é colocada a questão: o que aconteceria se algum louco perigoso, chegando ao poder, decidisse, de repente, desencadear o apocalipse nuclear, durante um acesso de mania psicótica? A resposta não contém dilemas: o fim do mundo e da raça humana. O estoque de armamentos...
Tanatocracia
Pequenas ilusões e a literatura odiada
Pequenas ilusões são indispensáveis. Vejam o meu caso, abandonei o Orkut. Mudanças sociais e políticas agora parecem mais viáveis. Enquanto estava naquela comunidade, nenhum otimismo me era permitido. É uma ilusão proveitosa, convenhamos, a perspectiva de sucesso é o melhor estímulo. Não é que o Orkut seja um índice seguro para análises sociais, mas nem por isso deixa de ser impactante a imagem...
Viva a internet! (Viva Patch Adams!)
Achei um tesouro! Um tesouro a céu aberto, é verdade, alguns de vocês podem conhecê-lo, mas isso não diminui minha alegria em descobri-lo. Sabe, pessoas sentem-se felizes por razões variadas, eu confesso a felicidade particular que me assalta quando eu vejo um índice de entrevistas cujo primeiro nome arrolado é o de Adolfo Bioy Casares. Meu olhos marejam de felicidade quando constato que, como se...
Campanha pró-Dantas
Há uma mobilização incrível contra os envolvidos na realização da operação Satiagraha. Leituras desparatadas invertem a ordem das prioridades, tomando como centro do relatório policial aspectos estilísticos ou gramaticais — em detrimento da consistência que deveria ser o critério de avaliação primordial, senão o único. Agora — ou melhor, mais uma vez — o juiz Fausto de Sanctis é...
Insubordinação ou não-alinhamento?
O Estadão publica um texto intitulado “Os atos de insubordinação” da PF. É aquela defesa deslavada do “Estado de Direito” e das prerrogativas que só valem para os grandes criminosos. É justo cobrar da polícia moderação, mas é vergonhoso que essa atitude só ganhe repercussão quando as consequências do descumprimento recaem sobre ricos criminosos. Lamentável que o Estadão...
Um sobrevivente improvável
Já que não convém chamar Protógenes de herói, convenhamos ao menos que sua persistência — e sobrevivência — supera as expectativas mais otimistas. Ele é um sobrevivente! No seu caminho se puseram jornalistas, políticos, magistrados e até policiais federais. A Folha relata hoje confissões que o delegado teria feito a amigos. Ao final da operação, pelo visto, só sobraram críticas...
Impressões sobre o caso Daniel Dantas
Qual deles é o verdadeiro? Quem disse que a solução do caso Daniel Dantas é a panacéia dos problemas de corrupção no Brasil? Contra quem depõem o suposto messianismo do delegado Protógenes, ou seu alegado caráter heróico? Ou o que eles prejudicam? Fernando de Barros sustenta a tese capenga de que esses aspectos servem para justificar barbaridades, como o pedido de prisão da jornalista Andréa...
Licença para atirar!
O mais recente deslize da polícia do Rio de Janeiro revela que a incompetência não se restringe aos níveis mais baixos da hierarquia policial. O Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, assim com fez mais cedo o relações-públicas da Polícia Militar, o coronel Rogério Leitão, declarou que os policiais agiram corretamente. Nada contra a necessária presença policial. A abordagem é que falhou...
Mudanças!
Vocês devem ter percebido que algumas mudanças aconteceram. A faixa preta na parte de cima já não me agradava. Sem ela o blog fica mais limpo — como eu gosto! Mas a mudança não pára aí, quero também assumir outra linha editorial. Não abandonarei os temas e o tratamento costumeiros, no entanto, serão mais frequentes os comentários sobre acontecimentos, notícias, política, etc. Gosto mais...
Causo cotidiano
Enquanto esperava as horas reservadas àqueles que dependem do transporte público em Salvador estive atento a minha volta. Uma atenção incomum, propiciada pelo clima ameno e pelo Arrah and the Ferns. Fixei-me em três garotos, de 5 a 8 anos, que brincavam em plena avenida Oceânica (em frente ao Hotel da Bahia). Brincavam com o que a rua lhes oferecia — galhos, folhas secas e sobretudo garrafas de...
