Há poucas coisas mais bonitas do que a disposição a servir que não é serviçal, que não perde a dignidade, porque desse modo essa disposição é dádiva. E há alguma coisa de simplesmente divino nela. Que sorte é já ter encontrado na vida pessoas assim. Em bom baianês — orgulhosamente vulgar e debochado —, eu diria que essa disposição é (a vontade de && a abertura para) ser puta dos outros...
A filosofia do pau duro não é uma filosofia falocêntrica, é uma lembrança (talvez inconveniente e inoportuna) de que um pau duro pode ser também uma coisa desejada, a constatação de que o poder de excitar funcionou, de que os corpos têm sua própria linguagem e meios de conexão, e de que o corpóreo como dimensão não se reduz a nada espiritual.