Talvez o maior indicativo da força hegemônica da cultura dos EUA seja polivalência do conceito de guerra. Tá aí uma palavra que está em todo lugar, que explica tudo: tudo é guerra. As chamadas “guerras culturais” são apenas mais uma ocasião para aplicar esse conceito e moldar a experiência humana como uma batalha entre seres humanos, no melhor estilo Thomas Hobbes, da guerra de todos...
Pra mim, escrever aforismos consiste no imenso desafio de escrever sinteticamente sem ser superficial. E é como se esse desafio pudesse ser ilustrado em termos estritamente quantitativos, como o exercício de dizer muito usando poucas palavras — com as palavras necessárias. Nesse sentido, é um exercício de suficiência (e não de ostentação).
